Voltei para o bar, e todo mundo rindo daquilo e pensando: "Os ETs vão vir, gente, até que enfim". E, bom, desde então isso meio que desencadeou uma cascata de pensamentos sobre a segurança, minha relação e tudo o que envolve a internet.
Você já parou para pensar como seria sua vida sem internet? Não o pacato pensamento bucólico no meio do mato, tomando um café e vendo o sol nascer. Realmente, o que você seria ou perderia se, do nada, o acesso à internet pelas grandes empresas fosse realmente cortado? A primeira coisa que eu pensei foi: meu Deus, meu dinheiro em um banco digital!
É absurdo, mas somos tão escravos de um mundo digital criado por um grupo de bilionários que, às vezes, nem nos damos conta. Apesar de muitos autores e pesquisadores já terem alertado e refletido sobre esse tema, eu mesma, pensando na minha situação, nunca tinha parado para pensar sobre minhas próprias ações nesse sentido (até um hacker carioca me mandar mensagem de madrugada e alugar um triplex na minha cabeça). Se, do nada, seu provedor de internet parasse, seu 5G fosse cortado...o que você perderia? Se suas redes sociais e e-mails fossem cancelados, do que você se arrependeria de não ter fisicamente? Fotos? Contatos? Trabalhos? Pesquisas? Como seriam seus dias sem internet?
É muito surreal perceber que a minha geração é a última que cresceu sem a dependência total dessa tecnologia, que a viu nascer e nos dominar por completo, a tal ponto de confiarmos 100% nela e nem questionarmos o que perderíamos se ela simplesmente desaparecesse, o quanto de nós mesmos também desapareceria? Novamente, aponto a minha dependência a um banco digital que até possui um cartão, mas que funciona quando a maquininha tem sinal. E se nada tiver sinal? Ninguém mais anda com cédulas de dinheiro. E minhas fotos? Mais de 20 anos de memórias armazenadas pela Meta. O que me é importante que eu deixo nas mãos de homens bilionários? (Além do meu tempo e minha saúde mental).
Você é precavido nesse sentido?
Perturbações da insônia
