sábado, 25 de julho de 2026
Desde o último #diary, algumas mudanças aconteceram por aqui em relação ao meu apego e modo de usar as redes sociais. A mais marcante, sem dúvidas, foi desativar a única rede social que eu mais usava, tanto pra saber dos últimos memes e fofocas, quanto para conversar com amigos e colegas.
Já havia um tempo que eu vinha me sentindo exausta da carga de informação e atenção que me demandava "estar ali". Mais de 100 mensagens acumuladas me davam ansiedade, pessoas performando uma vida que não tinham me deixavam enojada, uma grande rede tóxica e que não me agregava mais em nada. E depois que percebi que eu passava horas nesse freak show, resolvi dar um tempo e desativar.
Para algumas pessoas isso pareceu uma medida drástica e desnecessária – para mim, foi liberdade. E não estou sozinha nisso. Esse movimento de desconexão tem um nome que, até mês passado eu não sabia: ping minimalism.

Para quem se interessa por pesquisa de tendências e comportamento, sugiro ler o relatório "Future Consumer 2027" da WGSN, que fala exatamente de como as pessoas estão saturadas do universo digital, saturadas de terem o celular sempre ao alcance. Até para trabalhar nos tornamos reféns desses espaços digitais. E por isso mesmo, em algum momento, terei que reativar, mas não por agora. Quero primeiro continuar na construção de novos hábitos saudáveis de percepção do meu tempo e modos de captação de notícias e informações.
Já havia um tempo que eu vinha me sentindo exausta da carga de informação e atenção que me demandava "estar ali". Mais de 100 mensagens acumuladas me davam ansiedade, pessoas performando uma vida que não tinham me deixavam enojada, uma grande rede tóxica e que não me agregava mais em nada. E depois que percebi que eu passava horas nesse freak show, resolvi dar um tempo e desativar.
Para algumas pessoas isso pareceu uma medida drástica e desnecessária – para mim, foi liberdade. E não estou sozinha nisso. Esse movimento de desconexão tem um nome que, até mês passado eu não sabia: ping minimalism.

A tendência também se manifesta no universo digital. Cada vez mais pessoas estão reduzindo o uso da tecnologia e adotando o chamado "ping minimalism" — prática que consiste em eliminar notificações desnecessárias dos dispositivos eletrônicos. A busca por menos ruído e mais desconexão digital ainda é vista por alguns como um ato de resistência, mas deve se tornar cada vez mais comum até 2027. Mais do que um simples hábito, será entendida como uma forma de autocuidado, estimulando consumidores a serem mais curiosos, presentes e afetivos.
Para quem se interessa por pesquisa de tendências e comportamento, sugiro ler o relatório "Future Consumer 2027" da WGSN, que fala exatamente de como as pessoas estão saturadas do universo digital, saturadas de terem o celular sempre ao alcance. Até para trabalhar nos tornamos reféns desses espaços digitais. E por isso mesmo, em algum momento, terei que reativar, mas não por agora. Quero primeiro continuar na construção de novos hábitos saudáveis de percepção do meu tempo e modos de captação de notícias e informações.
Para além das pesquisas, vejo muitos amigos também aderindo ao movimento, Muitos, como eu, que resolveram agir após um período de estresse intenso...às vezes, precisamos chegar aos nossos limites pra levar a sério a saúde mental, né?! afff kkkk (não recomendo, façam terapia)
Quando quero ler e saber de outras vivências, busco algo no substack. Recomendo muito! É um espaço para quem quer escrever sobre a vida, recomendar coisas e ser mais autêntico e verdadeiro. Aqui um post de mais uma cansada do Instagram e de tudo o que envolve essas redes artificiais.
Voltei a ler mais (livros, blogs, jornais, revistas), a meditar e me informar mais profundamente sobre o que acontece no mundo e assuntos do meu interesse, mas sem pressa, sem correr pra ser o primeiro a saber de tudo, sem alimentar minha ansiedade e deixar o meu tempo de tela ser maior que meu tempo presente. ♥︎
Nota:
Uma observação que quero deixar aqui: ao mesmo tempo em que esse movimento de redução do uso e necessidade de se mostrar presente digitalmente, houve um crescimento paralelo de como nos expressamos no mundo físico. Como as pessoas estão decorando suas casas com itens que não seguem uma tendência mas sim que façam sentido pra elas e reflitam quem elas são para o mundo REAL...e o mesmo na moda. Eu percebo que o maximalismo surge como uma resposta a tudo isso, para ocupar um espaço físico que parecia ter sido substituído pela demasiada atenção que demos por muito tempo para ser alguém em um espaço digital. Faz sentido?
Fiquem bem, bebam água e um cházinho quente neste inverno.
sábado, 11 de julho de 2026
Essa é uma das receitas que eu sempre faço também, por ser super fácil e gostosa. A primeira vez que conheci o clafoutis foi pelo canal no youtube Le Plat do Jour, da jornalista Uiara Araújo. Inclusive, recomendo vocês assistirem os videos, ela mostra lugares da Europa e ensina receitas locais, principalmente da França, onde ela mora.
O passo a passo da receita é o mesmo que ela ensina, eu só acrescento algumas especiarias na massa como canela em pó, cravo em pó, gengibre em pó e nós moscada ralada.
O passo a passo da receita é o mesmo que ela ensina, eu só acrescento algumas especiarias na massa como canela em pó, cravo em pó, gengibre em pó e nós moscada ralada.
Ingredientes
100g de farinha de trigo
60g de açúcar
1 pitada de sal
4 ovos
200ml de leite
1/2 fava de baunilha (eu uso essência de baunilha)
40g de manteiga sem sal derretida
500g de mirtilos
Modo de preparo
1. Comece lavando e selecionando os mirtilos bons.
2. Derreta a manteiga e deixe esfriar.
3. Em uma tigela coloque a farinha, o sal e o açúcar. Acrescente então os ovos e mexa bem. Adicione o leite, a baunilha e, por último, a manteiga derretida. Misture bem um fouet para que a massa fique bem lisinha e homogênea.
4. Unte um recipiente que vá ao forno com manteiga e acrescente as cerejas já sem caroços. Cubra-as com a massa e leve para assar em forno pré-aquecido a 210 ºC por 10 minutos. Reduza a temperatura para 180ºC e asse por mais 20 minutos, ou até que as bordas comecem a fica douradas.
60g de açúcar
1 pitada de sal
4 ovos
200ml de leite
1/2 fava de baunilha (eu uso essência de baunilha)
40g de manteiga sem sal derretida
500g de mirtilos
Modo de preparo
1. Comece lavando e selecionando os mirtilos bons.
2. Derreta a manteiga e deixe esfriar.
3. Em uma tigela coloque a farinha, o sal e o açúcar. Acrescente então os ovos e mexa bem. Adicione o leite, a baunilha e, por último, a manteiga derretida. Misture bem um fouet para que a massa fique bem lisinha e homogênea.
4. Unte um recipiente que vá ao forno com manteiga e acrescente as cerejas já sem caroços. Cubra-as com a massa e leve para assar em forno pré-aquecido a 210 ºC por 10 minutos. Reduza a temperatura para 180ºC e asse por mais 20 minutos, ou até que as bordas comecem a fica douradas.
É normal depois de apagar o forno que a massa fique mais alta/inflada, mas ao esfriar ela diminui e fica achatadinha tipo um pudinzinho. Recomendo servir com um chantilly caseiro ou só polvilhar açúcar de confeiteiro por cima que já fica 10/10.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Uma das coisas que eu amo aprender e guardar são as heranças culturais da minha família. Enquanto meu pai, minha avó e meu avô estiveram aqui, consegui aprender algumas receitas que eles sempre faziam e que aprenderam com outras pessoas da família, como minha bisavó, carinhosamente conhecida por todos como Oma. A Einbrennsuppe quem me ensinou foi meu pai, mas minha avó também sempre a fazia, principalmente por ser simples, gostosa e econômica.
Minha família, por parte de pai, é descendente de romenos e alemães, e essa receita vem do lado alemão. Minha bisavó, a Oma, nasceu em uma região rural da Alemanha e trouxe consigo muitos costumes de lá quando imigrou para o Brasil. Segundo minha avó, ela falava um alemão bastante "rústico", com um vocabulário mais simples e às vezes considerado errado, tipo o que seria em português similar a falar "táuba" ou "imbigo", e até com uns modismos mais camponeses, e isso a deixava com vergonha, porque costumavam rir e corrigir a maneira como falava.
Essa origem simples também se refletia na cozinha: eram receitas criadas para aproveitar os poucos ingredientes disponíveis, sem desperdício ou luxo. É justamente por isso que essa sopa é tão especial para mim. Apesar da simplicidade, ela carrega muito da história e memória da minha bisa, além de ser uma das comidas mais aconchegantes que conheço. ♥
Agora, aprenda, faça e depois me conte o que achou!
Einbrennsuppe da Oma
Ingredientes
5 dentes de alho grandes (cortado em lascas, não tão finas)
4 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de farinha de trigo
400 ml de água
2 ovos
Pedaços de pão amanhecido (se tiver)
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Modo de Preparo
1. Adicione o azeite e o alho na panela e deixe o azeite pegar bem o gosto do alho, sem deixar o alho ficar totalmente frito. (meu pai me ensinou a virar a panela pra que o alho fique totalmente submergido no azeite)
2. Adicione a farinha e mexa pra misturar tudo. Logo em seguida já adicione a água, o sal e a pimenta. Misture tudo até a farinha dissolver ali.
3. Quando começar a ferver adicione os ovos e misture bem para formar fios. Depois coloque quantos pedacinhos de pão quiser e misture um pouco.
4. Desligue, deixe esfriar um pouco e sirva com pãezinhos frescos.
Dica: Se tiver coentro, adicione depois de pronto, fica ainda mais delicioso! A última vez que eu fiz eu coloquei um pouco de Gochugaru também pra ficar um pouco picante.
É uma receita super fácil e perfeita para o inverno!
Assinar:
Postagens (Atom)