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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Uma das coisas que eu amo aprender e guardar são as heranças culturais da minha família. Enquanto meu pai, minha avó e meu avô estiveram aqui, consegui aprender algumas receitas que eles sempre faziam e que aprenderam com outras pessoas da família, como minha bisavó, carinhosamente conhecida por todos como Oma. A Einbrennsuppe quem me ensinou foi meu pai, mas minha avó também sempre a fazia, principalmente por ser simples, gostosa e econômica.


Minha família, por parte de pai, é descendente de romenos e alemães, e essa receita vem do lado alemão. Minha bisavó, a Oma, nasceu em uma região rural da Alemanha e trouxe consigo muitos costumes de lá quando imigrou para o Brasil. Segundo minha avó, ela falava um alemão bastante "rústico", com um vocabulário mais simples e às vezes considerado errado, tipo o que seria em português similar a falar "táuba" ou "imbigo", e até com uns modismos mais camponeses, e isso a deixava com vergonha, porque costumavam rir e corrigir a maneira como falava.


Essa origem simples também se refletia na cozinha: eram receitas criadas para aproveitar os poucos ingredientes disponíveis, sem desperdício ou luxo. É justamente por isso que essa sopa é tão especial para mim. Apesar da simplicidade, ela carrega muito da história e memória da minha bisa, além de ser uma das comidas mais aconchegantes que conheço. ♥ 

Agora, aprenda, faça e depois me conte o que achou!

Einbrennsuppe


Ingredientes


5 dentes de alho grandes (cortado em lascas, não tão finas)
4 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de farinha de trigo
400 ml de água
2 ovos 
Pedaços de pão amanhecido (se tiver)
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo


1. Adicione o azeite e o alho na panela e deixe o azeite pegar bem o gosto do alho, sem deixar o alho ficar totalmente frito. (meu pai me ensinou a virar a panela pra que o alho fique totalmente submergido no azeite)
2. Adicione a farinha e mexa pra misturar tudo. Logo em seguida já adicione a água, o sal e a pimenta. Misture tudo até a farinha dissolver ali. 
3. Quando começar a ferver adicione os ovos e misture bem para formar fios. Depois coloque quantos pedacinhos de pão quiser e misture um pouco.
4. Desligue, deixe esfriar um pouco e sirva com pãezinhos frescos.

Dica: Se tiver coentro, adicione depois de pronto, fica ainda mais delicioso! A última vez que eu fiz eu coloquei um pouco de Gochugaru também pra ficar um pouco picante.

É uma receita super fácil e perfeita para o inverno! 

terça-feira, 23 de junho de 2026




Dia 20 de junho, por volta das 01h50 da madrugada, estou em um bar me despedindo de uma amiga que foi até lá me parabenizar pelos meus 34 anos quando, de repente, nossos celulares começam a tocar freneticamente com um alerta máximo de segurança da Defesa Civil com a palavra "misantropi4". De imediato, a Isa, minha amiga, me explica o que é e, achando estranho, vai ao Google confirmar o significado da palavra. Ela estava certa.

Voltei para o bar, e todo mundo rindo daquilo e pensando: "Os ETs vão vir, gente, até que enfim". E, bom, desde então isso meio que desencadeou uma cascata de pensamentos sobre a segurança, minha relação e tudo o que envolve a internet.

Você já parou para pensar como seria sua vida sem internet? Não o pacato pensamento bucólico no meio do mato, tomando um café e vendo o sol nascer. Realmente, o que você seria ou perderia se, do nada, o acesso à internet pelas grandes empresas fosse realmente cortado? A primeira coisa que eu pensei foi: meu Deus, meu dinheiro em um banco digital!

É absurdo, mas somos tão escravos de um mundo digital criado por um grupo de bilionários que, às vezes, nem nos damos conta. Apesar de muitos autores e pesquisadores já terem alertado e refletido sobre esse tema, eu mesma, pensando na minha situação, nunca tinha parado para pensar sobre minhas próprias ações nesse sentido (até um hacker carioca me mandar mensagem de madrugada e alugar um triplex na minha cabeça). Se, do nada, seu provedor de internet parasse, seu 5G fosse cortado...o que você perderia? Se suas redes sociais e e-mails fossem cancelados, do que você se arrependeria de não ter fisicamente? Fotos? Contatos? Trabalhos? Pesquisas? Como seriam seus dias sem internet? 

É muito surreal perceber que a minha geração é a última que cresceu sem a dependência total dessa tecnologia, que a viu nascer e nos dominar por completo, a tal ponto de confiarmos 100% nela e nem questionarmos o que perderíamos se ela simplesmente desaparecesse, o quanto de nós mesmos também desapareceria? Novamente, aponto a minha dependência a um banco digital que até possui um cartão, mas que funciona quando a maquininha tem sinal. E se nada tiver sinal? Ninguém mais anda com cédulas de dinheiro. E minhas fotos? Mais de 20 anos de memórias armazenadas pela Meta. O que me é importante que eu deixo nas mãos de homens bilionários? (Além do meu tempo e minha saúde mental).

Você é precavido nesse sentido?

Perturbações da insônia

sábado, 18 de abril de 2026





Ai gente, sumi mas trouxe refrescos kkk. Eu fiz essas torradinhas uma vez com o que tinha na geladeira e amei. São perfeitas para um café da manhã mais caprichado, para receber em casa ou até para aquela pausinha da tarde pra fazer um carinho no estômago.

E o melhor: são super fáceis de fazer e serve até pra quem pretende reunir amigos ou família pra assistir à Copa kkkk uma ideia temática verde-amarelo.

Uma das versões leva o mesmo recheio do famoso Tamago Sando, aquele sanduíche japonês super cremoso. A outra resolvi fazer com uma guacamole pra dar uma equilibrada com um saborzinho ácido.

Bom, sem enrolação, vamos aos ingredientes e ao modo de preparo:

Pastinha de ovo (estilo Tamago Sando)

Ingredientes:

  • 2 ovos cozidos
  • 2 colheres (sopa) de maionese (ou menos, vai colocando aos poucos)
  • Cheiro verde a gosto (nesse coloquei só cebolinha)
  • Sal e pimenta a gosto 

Preparo:

Cozinhe o ovo até a gema ficar dura (cerca de 15 minutos). Separe a gema das claras e amasse a gema em um pote separado. Misture as gemas com a maionese até ficar tudo cremosinho. Corte as claras em pedacinhos e misture na pastinha de gemas. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. PRONTO! C'est fini, só servir.

Guacamole

Ingredientes:

  • 1 abacate PALTA (aquele marronzinho)
  • Suco de 1/2 limão
  • 1/2 cebola roxa (se não tiver vai a comum mesmo)
  • 1/2 tomate (pra quem gosta)
  • 1 pimentinha dedo de moça (pra quem é da pimenta)
  • Coentro a gosto (METE COENTRO NESSA GUACAMOLE)
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto

Preparo:

Pique o tomate, cebola, coentro e a pimenta. Amasse o abacate e misture o limão e o sal. Acrescente os vegetais picados. Misture tudo e pronto pra colocar na torradinha!

Easy peasy lemon squeezy, faz um dia e me conta! ♥

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026




O começo do ano foi corrido por aqui, hein? Mas, depois desse mês que durou 50 dias, cheguei para compartilhar com vocês uma parte das minhas metas para 2026! Este ano, quero focar em atividades que me trazem prazer e em experiências que nunca vivi… além de me desafiar a me organizar para realizar o máximo possível. Algumas vão demandar mais planejamento do que outras, e também tentei focar em metas reais e possíveis para mim. Amigas e amigos que quiserem se unir para fazer alguma delas, só bora!

1. Aprender a surfar


Minha primeira e única tentativa foi em 2014, 11 anos depois tentaremos novamente? Espero que sim.


Essa talvez seja a mais complicada de todas. Como vocês viram na foto, eu já me arrisquei a surfar, fiz aula e tudo, MAS não consegui ficar em cima da prancha durante a onda (apenas a parte principal do surf kkk). Eu sou muito fã de stand up paddle, mas é muito diferente do surf em si...pede muito dos meus joelhos e abdômen, e é nisso que venho trabalhando para conseguir realizar essa proeza ainda este ano. Torçam por mim!

2. Fazer uma trilha


Chapada dos Veadeiros, Alto de Goiás/GO. (Foto: Chrys Hadrian)

Acho que a última vez que fiz trilha foi em 2018, durante a viagem da faculdade para a Chapada dos Veadeiros. Que lugar! Este ano, quero estar mais próxima da natureza, e fazer trilha é um desses jeitos. Não precisa ser uma trilha de horas e horas, qualquer trilha, na real, que me leve entre árvores, e eu já estarei feliz.

3. Aprender um idioma novo





Uma das minhas maiores paixões na vida é aprender idiomas. Quando eu era criança, eu sempre dizia que queria conhecer o mundo, viajar bastante e tudo. E uma forma que encontrei de conhecer parte do mundo, sem ter muitas oportunidades de viajar, foi através do aprendizado de diferentes idiomas e culturas. Toda vez que uma frase, que antes era apenas um monte de sons indistinguíveis, começa a fazer sentido, sinto uma sensação de vitória tão boa, superação mesmo. Isso me dá energia para aprender e fazer outras coisas e, curiosamente, não exige muito de mim...é algo leve. 
Já me aventurei pelo coreano e agora estou aprendendo mandarim, muitas palavras tem radicais e sons parecidos, apesar da construção gramatical ser diferente. Enfim, estou empolgada pra aprender mais uma e também seguir sempre treinando as que eu já tenho certificado (inglês, espanhol e francês).

4. Graduação Muay Thai





Aqui é uma meta que espero prosseguir também no aprendizado, já me graduei em 2025 e ganhei meu prajied branco. Agora, preciso seguir os treinamentos pro próximo nível e espero ter atualizações positivas até o dezembro.

5. Viajar sozinha





Já perdi a conta de quantas vezes viajei sozinha, tanto pelo Brasil quanto pelo mundo. Houve uma época em que meu trabalho exigia múltiplas viagens por semana, o que me fez conhecer lugares que eu nunca nem tinha ouvido falar. Apesar de cansativo era bem edificante conhecer lugares que nem sinal 3G tinha. Ano passado durante minhas mini-férias eu fui sozinha descansar a mente e o corpo em Ilhabela, e que benção que foi. Esse ano espero conseguir me programar novamente pra uma viagenzinha solo pra descansar.

6. Conhecer pelo menos um restaurante novo todo mês





Gastronomia é uma das minhas paixões. É uma das artes que eu sempre busco aperfeiçoar e nada melhor que conhecendo novos sabores, combinações e técnicas feitos por pessoas que estudam e se dedicam a isso.

7. Participar de uma maratona





Essa vai demandar muito da minha disciplina nos treinamentos. Entre o grupo de amigas já rodou um pdf com todas as dicas de treinamento pra uma maratona de 10/15km e eu salvei aqui pra tentar pelo menos uma de 5km kkkk não posso exigir muito também, vamos começar pequeno.

8. Todo mês fazer uma arte


Colagem que fiz agora em fevereiro.



Essa tem dado certo, e estou feliz com isso. Já estamos em fevereiro e ando fazendo bastante coisa pra desenvolver minha criatividade. Fiz desenhos, pinturas e colagens...pretendo seguir também com cerâmica, crochê e voltar com os bordados e o ukulele. Essas coisas sempre me ajudam a ter mais concentração no que to fazendo e a diminuir a ansiedade também.

9. Ler pelo menos um livro por mês






Outro que tem dado certo por aqui. Mês passado li "Ensina pro caos como se dança" da Duda Rodrigues e já comecei o "Noites Brancas" do Dostoievski. Espero conseguir manter essa rotina. Não estou exigindo muito também pois sei do meu tempo e disposição, então elegi, momentaneamente, livros mais curtos mas não menos reflexivos kkkk algo que eu sinta que no final me gerou alguma reflexão importante. Quero incluir HQs e mangás também que há um tempo não leio e também gosto bastante.

10. Testar a Teoria dos Seis Graus de Separação


Essa aqui é pra eu dar risada se der certo. Acho que grande parte das pessoas sabem desta teoria: que estamos separados de qualquer pessoa do mundo em até 6 graus/amigos/conhecidos. Minha meta aqui é ganhar um oi de uma celebridade e depois vir mostrar aqui. O escolhido da vez é: Maluma Baby. Se der certo eu vou rir muito mas também comprovarei que realmente funciona. 


Ano que vem atualizo esse post com o que deu certo e o que vai ficar pra 2027. Torçam por mim!

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